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Odor corporal: por que não sentimos o nosso próprio suor e como evitar nas axilas

Homem cheirando a camiseta no banheiro com espelho e pia ao fundo.

A vida contemporânea costuma correr em ritmo acelerado e cansativo para a maioria das pessoas. Em dias mais quentes ou depois de treinos puxados na academia, é normal que o odor corporal apareça - o curioso é que, na maior parte das vezes, quem está com mau cheiro quase nunca percebe isso.

Por que não sentimos o cheiro do nosso próprio suor?

Esse efeito acontece por causa de um mecanismo biológico chamado adaptação olfativa. Quando um estímulo se mantém constante, o sistema sensorial se ajusta rapidamente para não ficar sobrecarregado; assim, o nariz passa a “desligar” aromas contínuos que ficam na pele.

Como resultado dessa fadiga olfativa, as pessoas ao redor tendem a notar o cheiro desagradável muito antes de nós mesmos. A lógica desse mecanismo é deixar os receptores sempre disponíveis para captar novas ameaças no ambiente externo ou mudanças relevantes ao nosso redor.

Qual é a diferença entre odor corporal e cheiro de idoso?

Muita gente confunde esses dois tipos de odores, porém a ciência aponta que as causas biológicas são completamente diferentes e… saiba mais.

Como as bactérias produzem o odor corporal nas axilas?

Diferentemente do que muita gente imagina, o suor humano recém-liberado não tem cheiro. O odor ruim aparece apenas quando as bactérias que vivem na nossa pele começam a consumir essas secreções naturais.

Microrganismos como estafilococos e corinebactérias, que se desenvolvem com facilidade nas áreas úmidas das axilas, metabolizam proteínas e gorduras presentes ali. Nesse processo, os compostos originais são quebrados, e aquilo que era neutro acaba se convertendo em ácidos e substâncias com enxofre, de grande impacto para o olfato.

A seguir, há um vídeo do canal TED-Ed no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:

Qual é a diferença entre as glândulas do corpo?

Para entender melhor como esse processo funciona, é essencial separar os tipos de transpiração. O corpo tem milhões de glândulas distribuídas na derme, mas elas têm funções distintas e liberam secreções com composições químicas bem diferentes.

As glândulas écrinas produzem principalmente água e sais minerais, com o objetivo de resfriar a pele quando a temperatura sobe. Já as glândulas apócrinas, que passam a atuar com mais intensidade a partir da puberdade, liberam um fluido mais espesso e rico em gorduras - um prato cheio para micróbios das axilas.

Componentes da transpiração

Tipos de secreções e glândulas - as glândulas atuam de maneiras variadas na nossa pele:

  1. Glândulas écrinas espalhadas por toda a extensão corporal;
  2. Glândulas apócrinas que produzem compostos gordurosos complexos;
  3. Bactérias cutâneas que transformam esses compostos sem cheiro.

Quais fatores intensificam o cheiro do suor no dia a dia?

A intensidade do odor corporal muda de pessoa para pessoa por dois grandes motivos: genética e estilo de vida. As variações genéticas influenciam diretamente quais compostos as glândulas liberam e qual é a quantidade de nutrientes disponível na superfície da derme.

Além disso, momentos de estresse elevam a adrenalina, o que estimula a produção do suor apócrino em maior volume - deixando o cheiro mais forte e concentrado. A alimentação do dia a dia e a composição microbiana da pele também interferem no resultado aromático final desse processo biológico.

Alguns fatores comuns que mudam diretamente as características da transpiração são:

  • Picos elevados de estresse emocional;
  • Padrões de alimentação e dieta;
  • Variações genéticas individuais.

Como combater o mau odor de forma eficiente?

Manter uma rotina de higiene com água e sabonete ajuda a diminuir bastante a população bacteriana na região, embora não consiga remover todos os microrganismos mais profundos. O uso frequente de desodorantes cosméticos contribui para inibir a atividade das bactérias e ainda pode disfarçar o perfume incômodo com fragrâncias mais agradáveis.

Já os antitranspirantes agem de outro jeito: eles formam pequenos “plugues” de gel que bloqueiam temporariamente as glândulas sudoríparas, ajudando a manter a área seca. Com menos umidade e menos nutrientes disponíveis, as bactérias têm dificuldade de gerar o cheiro forte e indesejado nas regiões das axilas.


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