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Incidente de cibersegurança atinge a Inditex, dona da Zara, e destaca a virada da Oysho

Mulher em roupa fitness usando laptop, com roupas e tênis esportivos sobre mesa de madeira em ambiente claro.

Um incidente relevante de cibersegurança atingiu a Inditex (Industria de Diseño Textil), o grupo espanhol do vestuário conhecido mundialmente por marcas centrais do universo da fast-fashion.

Nesta quarta-feira, 16 de abril, a Inditex - maior grupo global de distribuição têxtil - informou ter identificado um acesso não autorizado a bases de dados mantidas por um prestador externo. Esses sistemas reuniam informações sobre as transações realizadas por clientes. O conglomerado controla várias marcas de fast-fashion, como Zara, Pull & Bear e Stradivarius, além de Oysho, Bershka e Massimo Dutti.

Em tom tranquilizador, a empresa afirmou que o conteúdo exposto não inclui dados de clientes, endereços, palavras-passe nem informações bancárias. A Inditex disse ainda ter ativado protocolos de segurança e ter “alertado as autoridades competentes” assim que a intrusão foi detetada. Na imprensa, a informação foi divulgada pela agência Reuters.

A controladora da Zara reforçou que a falha de segurança “resulta de um incidente que afetou um antigo fornecedor de tecnologia e impacta várias empresas que operam internacionalmente”. A administração não quis acrescentar mais comentários.

Inditex, Zara e a virada estratégica da Oysho no sportswear

Talvez o nome Inditex não seja tão familiar, mas é muito provável que você conheça as marcas sob o seu guarda-chuva. Criada em 1985, na Galiza, por Amancio Ortega, a companhia é hoje o principal ator mundial na distribuição têxtil. A empresa, que abriu capital em 2001, emprega mais de 170.000 pessoas no mundo e atua em perto de uma centena de países.

O seu funcionamento apoia-se numa integração vertical muito avançada - do design ao ponto de venda -, o que permite atualizar coleções num ritmo extremamente rápido. O grupo coordena oito insígnias, com destaque para a Zara, de longe a mais emblemática, ao lado de Massimo Dutti, Pull & Bear e também Bershka. Em 2022, o volume de negócios superou 32 mil milhões de euros, consolidando o estatuto de gigante frente a concorrentes como a H&M.

Oysho: de lingerie a “desporto e tempo livre”

Nos últimos anos, a atenção do grupo recaiu especialmente sobre a Oysho. Depois de reformular o logótipo da Zara, a Inditex passou a concentrar esforços na Oysho, marca lançada em 2001 no segmento de roupa de interior e lingerie. Com um reposicionamento, a etiqueta avançou para o sportswear e o activewear, assumindo o papel de marca de “desporto e tempo livre”. Trata-se de um pivot pensado para disputar espaço com a Lululemon e a Alo, além de competir com marcas que equipam praticantes de corrida e fitness.

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